“O Tempo do Carrossel”
O carrossel
baloiça sem pedir permissão. No momento em que o sujeito da primeira pessoa
que, agora, visualizo na terceira pessoa, ficou expectante com tanta ansiedade
de vislumbrar, por breves momentos, o brilho que o outro ousa evidenciar para
esse mesmo sujeito, direcciona-se repentinamente na escuridão presente nos do
sujeito que vislumbram esse tal sujeito efusivamente brilhante.
A imposição
maligna da gravidade e da função do carrossel anulam as possibilidades desse
deslumbramento perdurar a mais de escassos segundos. A incerteza de quanto
tempo durará somente este inocente acto realizado por ambas extremidades
perdura igualmente no tempo.
Esse tal tempo que,
minuciosamente, controla o carrossel e consequentemente tais repentinos olhares
nunca foi outrora questionado. Porém, o outrora no passado ficou e, esse tempo
que outrora passou, mais ainda perdurou e consequentemente, recentemente
questionado foi, no fim de contas, pelo tempo que esse tal tempo determinou em
tempos do tempo que há tempos ficou. Já em tempo de espera, o carrossel parou.
Não com pedido de permissão…a sua imposição, pelo tempo passado outrora
sentido, fugazmente se declarou.
Em tempo dúbio, o tempo que o tempo demorou a determinar o não
baloiçar do carrossel foi irrisoriamente lento. O carrossel do tal sujeito
assim não mais parou. O carrossel baloiça sem pedir permissão.
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